O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira (12), ao sair da reunião do PAC do setor elétrico, que o governo considera o assunto apagão superado. "Buscamos a causa do problema e conseguimos uma solução rápida. O sistema é confiável e robusto. Este assunto está superado", disse.
Nesta quarta-feira (11), Lobão atribuiu a raios, chuva e ventos fortes a causa do apagão, que afetou 18 estados na noite de terça-feira (10). O Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe), no entanto, concluiu que é mínima a chance de um raio ter provocado o blecaute.
Além de Lobão, estavam presentes na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de técnicos de área ambiental. Eles discutiram a liberação da licença para a usina de Belo Monte (PA), que está atrasada. "É uma iniciativa para melhorar a segurança energética do país", disse Lobão sobre o assunto.
A obra é considerada o empreendimento mais importante do PAC, que deve ter potência instalada de 11 mil megawatts. Integrantes de órgão das áreas ambiental e energética do governo também acompanharam a reunião. "Ficou combinado que o Ministério do Meio Ambiente vai emitir o licenciamento prévio de Belo Monte na segunda-feira (16). É uma iniciativa do governo para melhorar a segurança energética do país", disse Lobão.
O fundamental é não politizar um debate como esse. Não podemos politizar sobre um acidente. Qualquer tentativa de politizar esse episódio vai durar menos que o incidente de quarta para quinta-feira
Ele negou que a decisão tenha sido tomada em função do blecaute: "Esta reunião sobre o PAC do setor elétrico já estava agendada. Não foi tratado, em nenhum momento, sobre o apagão."
Críticas da oposição
Logo depois da entrevista de Lobão, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também comentou as críticas da oposição no Congresso, que pretende convocar o ministro de Minas e Energia e a ministra-chefe da Casa Civil para esclarecer o caso do apagão.
"O fundamental é não politizar um debate como esse. Não podemos politizar sobre um acidente. Qualquer tentativa de politizar esse episódio vai durar menos que o incidente de quarta para quinta-feira", afirmou Padilha.
"O fundamental é não politizar um debate como esse. Não podemos politizar sobre um acidente. Qualquer tentativa de politizar esse episódio vai durar menos que o incidente de quarta para quinta-feira", afirmou Padilha.
Postado Por: Filipe Bastos

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