sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eletropaulo já recebeu 1.200 pedidos de indenização por apagão


Os consumidores da AES Eletropaulo (SP) já solicitam indenização à concessionária por danos em equipamentos supostamente provocados pelo apagão que atingiu 18 Estados do Brasil na terça-feira (10).

Segundo o presidente do grupo AES Brasil, Britaldo Soares, o serviço de call center e as lojas de atendimento da distribuidora registraram reclamações dos clientes sobre as perdas dos equipamentos. "Recebemos 1.200 ligações com pedidos de indenização", afirmou o executivo, em teleconferência para jornalistas sobre os resultados do grupo no terceiro trimestre de 2009.

Na tarde desta sexta, a Fundação Procon-SP havia informado que 329 consumidores procuraram a instituição entre quarta (11) e quinta-feira (12) para reclamar de problemas sofridos por causa do apagão.

O Procon orienta os consumidores que tiveram aparelhos elétricos danificados a entrar em contato com a concessionária de energia para solicitar o ressarcimento dos danos.


Soares disse que a distribuidora vai apurar os danos aos equipamentos dos seus clientes para determinar se foram provocados ou não pelo apagão. "Vamos avaliar os pedidos conforme o previsto na regulação do setor", disse o executivo.



Dia do apagão
O presidente da AES Brasil disse que o apagão gerou perda de receita para a concessionária e influenciou negativamente nos indicadores de qualidade da prestação de serviço. "Mas ainda não temos mensuradas as perdas provocadas à empresa", afirmou.

O apagão teve início às 22h13min do dia 10 de novembro, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O executivo explicou que o fornecimento de energia na área de concessão da empresa começou a ser retomado a partir de uma hora após a pane na rede de transmissão, com o suprimento sendo normalizado por volta das 4h do dia 11.


A retomada no abastecimento ocorreu após o aumento da geração de algumas hidrelétricas no Estado de São Paulo, como Henry Borden e Ilha Solteira. "Após duas horas da ocorrência, tínhamos 37% dos pontos de consumo de energia já religados", afirmou Soares.

Soares comentou também que a perda da hidrelétrica de Itaipu, com o desligamento das linhas de transmissão que escoam a energia da usina, também impactou as operações da AES Tietê. "As usinas foram afetadas e desligadas, dado o sistema de proteção que possuem. Mas uma hora depois da ocorrência, já estavam conectadas, como solicitou o ONS", afirmou.



Postado Por: Filipe Bastos

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